Segunda-feira, Outubro 30, 2006
E AÍ ESTA IMAGEM É UMA PINTURA OU MAIS UM DOS MISTÉRIO DA HUMANIDADE,COMO SÃO AS PIRÂMIDES DO EGITO, E DA AMÉRICA CENTRAL?
PESSOAL DO GRUPO KABRA É SEMPRE BOM DE VÊZ EM QUANDO ENTRAR NESTE SITE PARA VER O QUE ESTÁ SENDO FEITO PARA NÓS NA FUNARTE
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
SÓ UM LEMBRETE
NÃO ESQUEÇAM DE CLICAR NOS LINKS DOS MESES AO LADO PARA VER TODO O SITE
E AS PESSOAS QUE NELE ESTÃO
E AS PESSOAS QUE NELE ESTÃO
UM PEQUENO ESCLARECIMENTO
O grupo KABRA não é necessariamente um grupo formado por uma quantidade de pessoas como estamos acostumados a ver, é uma idéia que eu tive de fazer um grupo virtual com um nome, e um nome bom para que as pessoas pudessem estar aportados em um ambiente de artes plásticas , onde todos e qualquer artista poderá colocar seu trabalho para circular, sem a necessidade de estar ligado a um grupo, e a outras pessoas, portanto pode participar sem nenhuma preocupação, qualquer artista que dele precise. Um dia se houver necessidade, ele poderá até ser definido como um grupo de 4 ou 5 artista, mas não é esta minha idéia, para ser publicado nele é bastante que os artistas mandem matérial para este endereço de e-mail, que está aqui em baixo, aqui os artistas terão contato com as coisas do mundo das artes plásticas, como matérias críticas, jornalísticas, imagens de trabalho de outros artistas, e links de museus e sites do mundo inteiro, afinal, tudo no intúito de engrandecer nossos conhecimentos.
fred svendsen
Quinta-feira, Outubro 26, 2006
CARICATURA
ESTE LINK É DO SITE DO WILLIAM MEDEIROS UM DOS MAIORES CARICATURISTAS DO BRASIL, VALE A PENA MUITO DAR UMA OLHADA NELE
http://ilustrando.zip.net/index.html
http://ilustrando.zip.net/index.html
MAT'ÉRIA MUITO INTERESSANTE PARA TODOS NÓS DE ARTES PLÁSTICAS, NÃO DEIXEM DE LER.
Artigo publicado na revista eletronica Tropico
muito interessante
abraços
fernanda
HISTÓRIAMoMA
(re)descobre a América LatinaPor Ana Letícia FialhoMostra apresenta museu como precursor do reconhecimento da arte latino-americana"MoMA at El Museo: Latin American and Caribbean Art from thecollection of the Museum of Modern Art", em cartaz até o fim de julhono Museo del Barrio, em Nova York, se propõe a desvendar os mistériosde uma coleção que ficou mais de 40 anos no anonimato. A idéia centralda exposição, na qual insistem os organizadores, é apresentar o MoMAcomo o precursor mundial no reconhecimento da arte da América Latina edo Caribe. Infelizmente, a exposição acaba sendo a prova de que ogrande templo da arte moderna passou ao largo de boa parte do que seproduziu em termos artísticos ao Sul do continente americano.As 158 obras, selecionadas entre mais de 2.000 objetos, em nadarefletem a riqueza e o interesse da produção artísticalatino-americana. Do ponto de vista estético, a exposição édecepcionante, embora inclua artistas excelentes.O projeto conceitual parte de outra premissa, igualmente questionável:a própria existência de uma "coleção de arte latino-americana". O fatoé que tal "coleção" é uma ficção, ou era, até recentemente. O conjuntode objetos, acumulados desde os anos 30, não permite qualquer analogiaaos diversos movimentos artísticos e, muito menos, possibilitam areconstituição de uma história da arte latino-americana.Invisível, dispersa em vários departamentos, esquecida nas reservas,pouco estudada e menos ainda exposta, a "coleção" fora vista pelaúltima vez em "Latin American Art 1931-1966", mostra organizada porAlfred H. Barr, diretor-fundador de MoMA, em 1967.Vale lembrar que a organização estrutural do museu é fundada nummodelo que atende aos ideais de uma história da arte moderna, no qualdevem prevalecer os valores estéticos "universais". Nela, uma coleçãode arte latino-americana -organizada segundo critérios geopolíticos-não pode existir, pelo menos não formalmente. No MoMA, as competênciasdos curadores e a organização/classificação dos objetos se dividem emcategorias bem definidas e tradicionais: departamentos de escultura,de pintura, de desenho, de gravura.Nesse contexto, os agentes do museu, em sua maioria, parecem não terreconhecido na arte produzida na América Latina os altos valoresestéticos que buscavam integrar em suas coleções. Houve, entretanto,alguns períodos e sobretudo personagens de exceção; e é justamentesobre eles que a curadoria se apóia na tentativa de justificar asmuitas lacunas e de dar certa coerência ao conjunto de obras díspares.É na reconstituição histórica dos momentos de maior dinâmica naspolíticas de aquisição de obras provenientes da América Latina e doCaribe -apresentada em quatro segmentos- que reside o maior interesseda mostra, ainda que se possa questionar a interpretação dos fatosproposta pela curadoria.Anos 30. Abby Aldrich Rockefeller, uma das fundadoras do Museu de ArteModerna, doa, em 19351, uma série de trabalhos de Orozco, Siqueiros eRivera, iniciando assim o que hoje se apresenta como "a coleçãolatino-americana". O museu logo adquire outras obras de artistasmexicanos e de outros países da América Latina. Destaque para oconjunto de aquarelas que Diego Rivera produziu sobre Moscou ("My day,Moscow", 1928) e "Suicídio coletivo" (1936), de Siqueiros.Não havia,entretanto, uma coleção à parte, simplesmente o desejo de Alfred Barrde formar uma coleção de arte moderna internacional2, engajada em oseu tempo.A respeito do mesmo período, a curadoria tenta sustentar que o MoMAnão só foi o precursor no reconhecimento da arte latino-americana,como também a primeira instituição a colecioná-la. Tal procedimentodeixa entrever um certo imperialismo da instituição, que, com acriação/reconhecimento a posteriori de uma categoria (arte-latinoamericana), auto-promove-se, apresentando-se como precursora mundial,"a primeira instituição de proeminência internacional a dar atenção erecursos à America Latina…", segundo a ênfase do diretor do Museo delBarrio, Julian Zagazagoitia, no catálogo.Mas, na França, o Museu de Grenoble adquiriu obras de Rego Monteiro("Os Boxeadores", 1927) e de Tarsila do Amaral ("A Cuca", 1924) em1928 e 1926, respectivamente, ou seja, antes mesmo do MoMA ser criado.Anos 40. O aspecto mais interessante desse período são as relaçõesentre arte e política. O MoMA, com a anuência de seus dirigentes,serviu de base para projetos diplomáticos. Como parte das estratégiasde controle ideológico durante a guerra, o governo federal nomeou umagente que, em nome do museu, viajou pelo continente não somentefazendo aquisições, mas também enviando relatórios sobre a vidapolítica e social dos países visitados. No mesmo contexto foi fundadoo Fundo Interamericano, anonimamente financiado por Nelson Rockfeller,o que permitiu ao museu a aquisição de grande número de obras, além darealização de exposições dedicadas a artistas latino-americanos.Durante esse período entram para coleção Portinari ("The Hill", 1933),Guignard, Maria Martins ("O Impossível III", 1946) , Torres-García,Frida Kahlo ("Auto-retrato com cabelo cortado", 1940), Wilfredo Lam,Roberto Matta, entre outros. Apesar da excelência de alguns artistasdesse período, suas obras foram poucas vezes expostas, a maioria tendosido guardada nas reservas após a aquisição3. Passada a guerra, asatenções foram desviadas da América Latina.Década de 60. Período de renovação do "interesse" do museu pelaAmérica Latina. É também o momento em que o governo americano, comoparte da batalha anti-comunista, cria a Aliança para o Progresso,programa internacional de patrulha ideológica camuflado de programa decooperação ao desenvolvimento econômico, social e cultural. Aumenta onúmero de exposições dedicadas à América Latina. O FundoInteramericano retoma fôlego, e assim obras de Gego ("Sphere", 1959),Julio Le Parc, Jesus Soto, Cruz-Diez entram para a coleção do museu,constituindo, de certa forma, um conjunto de qualidade, emborabastante incompleto, de arte construtiva.Outros fatores intervêm no aumento da "coleção": artistaslatino-americanos residindo em Nova York -como Botero- têm obrasadquiridas por Barr, e dois curadores especialmente interessados pelaAmérica Latina -William S. Lieberman e Elaine L. Johnson- viajam pelocontinente e fazem aquisições para o museu. O projeto de se constituirum núcleo especializado em América Latina, proposto por Johnson, acabasendo indeferido por "falta de verbas".Aquisições recentes. O último módulo, cujo foco é a artecontemporânea, apresenta alguns nomes de alcance internacional: DorisSalcedo ("Untitled", 1995), Felix Gonzalez-Torres ("Untitled","Perfect Lovers", 1991), Vik Muniz, Cildo Meireles ("Thread",1990-95), Los Carpinteros ("Coal Oven", 1998), Ana Mendieta ("Nileborn", 1984), Waltércio Caldas ("Mirror of light", 1974), HélioOiticica… Observa-se, entretanto, que, como nos módulos precedentes,boa parte das obras foi incorporada à coleção através de doações decolecionadores, de fundações e de artistas, e confinada nas reservas:"Muitas das peças nunca foram vistas antes, e proximamente muitasvoltarão às reservas, onde não poderão mais ser vistas", declarou odiretor do Museo del Barrio ao jornal "Daily News"4.É evidente, em todos os segmentos, que o MoMA nunca foi movido pelosimples desejo de promover a arte pela arte. Se houve momentos demaior interesse pela produção latino-americana e caribenha, foi pelaconfluência de determinantes gerais (interesses políticos, econômicose sociais) e determinantes específicas (trajetórias e interesses dedeterminados agentes: curadores, colecionadores, mecenas).Na fase atual de redinamização da coleção de arte latino-americana,tem fundamental sido a influência de Patrícia Cisneros. Graças a ela,a coleção tem tomado novos rumos. Além de doações diretas, acolecionadora venezuelana financia diversos projetos. Foi graças a seulobby que se estabeleceu o cargo de curador-adjunto, reservado acuradores latino-americanos. A posição foi ocupada primeiramente porPaulo Herkenhoff, substituído agora pelo venezuelano LuisPerez-Oramas, também consultor da Fundação Cisneros.O museu acaba de inaugurar uma biblioteca dedicada à artelatino-americana e, recentemente, passou a integrar, no seu quadrofuncional, especialistas na matéria, como é o caso do Miriam Basilio,curadora-assistente, responsável por grande parte da rigorosa pesquisasobre a história do MoMA, suas relações com a América Latina, suaspolíticas de aquisição e de exposição, assim como sobre a históriaespecífica das exposições de arte latino-americana nos Estados Unidoscujos resultados estão apresentados no catálogo da exposição.Existe um fundo para financiar viagens de curadores do museu à AméricaLatina e outros programas na área de arte-educação, formação paracuradores, circulação de exposições. Três publicações estão sendoorganizadas e deverão contemplar textos de críticos latino-americanos(uma delas dedicada a Mario Pedrosa).Tantas iniciativas podem indicar uma certa abertura da instituição anovos horizontes artísticos e resultar, quem sabe, numa revalorizaçãoda arte latino-americana, como desejam seus defensores (entre elesalguns agentes do museu).Entretanto, a idéia da existência de uma "coleção latino-americana" àparte significa que esta ainda não alcançou status suficiente nointerior do MoMA, que, no caso da exposição, optou por uma parceriacom o Museo del Barrio, instituição interessante, mas ainda marginal,no circuito nova-iorquino. A predominância de obras sobre papel indicauma economia nos investimentos.E, considerando a moda da valorização das singularidades culturais noscircuitos da arte nos últimos anos e o fato de que os latinos setornaram a maior minoria dos Estados Unidos, pode ser que o museuesteja simplesmente dando mostras de um certo oportunismo. O tempodirá. Certo é que esse súbito interesse pela América Latina não égratuito -como nada, aliás, no âmbito das artes.Ana Letícia FialhoÉ critica independente, pesquisadora especialista em inserção da artebrasileira e latino-americana nos circuitos internacionais, doutorandana Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, em Paris (BolsaCapes).1 - Na época, a família Rockefeller já tinha interesses na América Latina.2 - No arrojado projeto de Barr, as obras mais antigas deveriam passarao Metropolitam Museum e ser substituídas por obras maiscontemporâneas.3 - "La jungle", obra de Lam, de 1943, foi uma das poucas exceções,exposta de forma permanente por muitos anos.4 - "Daily News", domingo, 14 de março de 2004.
muito interessante
abraços
fernanda
HISTÓRIAMoMA
(re)descobre a América LatinaPor Ana Letícia FialhoMostra apresenta museu como precursor do reconhecimento da arte latino-americana"MoMA at El Museo: Latin American and Caribbean Art from thecollection of the Museum of Modern Art", em cartaz até o fim de julhono Museo del Barrio, em Nova York, se propõe a desvendar os mistériosde uma coleção que ficou mais de 40 anos no anonimato. A idéia centralda exposição, na qual insistem os organizadores, é apresentar o MoMAcomo o precursor mundial no reconhecimento da arte da América Latina edo Caribe. Infelizmente, a exposição acaba sendo a prova de que ogrande templo da arte moderna passou ao largo de boa parte do que seproduziu em termos artísticos ao Sul do continente americano.As 158 obras, selecionadas entre mais de 2.000 objetos, em nadarefletem a riqueza e o interesse da produção artísticalatino-americana. Do ponto de vista estético, a exposição édecepcionante, embora inclua artistas excelentes.O projeto conceitual parte de outra premissa, igualmente questionável:a própria existência de uma "coleção de arte latino-americana". O fatoé que tal "coleção" é uma ficção, ou era, até recentemente. O conjuntode objetos, acumulados desde os anos 30, não permite qualquer analogiaaos diversos movimentos artísticos e, muito menos, possibilitam areconstituição de uma história da arte latino-americana.Invisível, dispersa em vários departamentos, esquecida nas reservas,pouco estudada e menos ainda exposta, a "coleção" fora vista pelaúltima vez em "Latin American Art 1931-1966", mostra organizada porAlfred H. Barr, diretor-fundador de MoMA, em 1967.Vale lembrar que a organização estrutural do museu é fundada nummodelo que atende aos ideais de uma história da arte moderna, no qualdevem prevalecer os valores estéticos "universais". Nela, uma coleçãode arte latino-americana -organizada segundo critérios geopolíticos-não pode existir, pelo menos não formalmente. No MoMA, as competênciasdos curadores e a organização/classificação dos objetos se dividem emcategorias bem definidas e tradicionais: departamentos de escultura,de pintura, de desenho, de gravura.Nesse contexto, os agentes do museu, em sua maioria, parecem não terreconhecido na arte produzida na América Latina os altos valoresestéticos que buscavam integrar em suas coleções. Houve, entretanto,alguns períodos e sobretudo personagens de exceção; e é justamentesobre eles que a curadoria se apóia na tentativa de justificar asmuitas lacunas e de dar certa coerência ao conjunto de obras díspares.É na reconstituição histórica dos momentos de maior dinâmica naspolíticas de aquisição de obras provenientes da América Latina e doCaribe -apresentada em quatro segmentos- que reside o maior interesseda mostra, ainda que se possa questionar a interpretação dos fatosproposta pela curadoria.Anos 30. Abby Aldrich Rockefeller, uma das fundadoras do Museu de ArteModerna, doa, em 19351, uma série de trabalhos de Orozco, Siqueiros eRivera, iniciando assim o que hoje se apresenta como "a coleçãolatino-americana". O museu logo adquire outras obras de artistasmexicanos e de outros países da América Latina. Destaque para oconjunto de aquarelas que Diego Rivera produziu sobre Moscou ("My day,Moscow", 1928) e "Suicídio coletivo" (1936), de Siqueiros.Não havia,entretanto, uma coleção à parte, simplesmente o desejo de Alfred Barrde formar uma coleção de arte moderna internacional2, engajada em oseu tempo.A respeito do mesmo período, a curadoria tenta sustentar que o MoMAnão só foi o precursor no reconhecimento da arte latino-americana,como também a primeira instituição a colecioná-la. Tal procedimentodeixa entrever um certo imperialismo da instituição, que, com acriação/reconhecimento a posteriori de uma categoria (arte-latinoamericana), auto-promove-se, apresentando-se como precursora mundial,"a primeira instituição de proeminência internacional a dar atenção erecursos à America Latina…", segundo a ênfase do diretor do Museo delBarrio, Julian Zagazagoitia, no catálogo.Mas, na França, o Museu de Grenoble adquiriu obras de Rego Monteiro("Os Boxeadores", 1927) e de Tarsila do Amaral ("A Cuca", 1924) em1928 e 1926, respectivamente, ou seja, antes mesmo do MoMA ser criado.Anos 40. O aspecto mais interessante desse período são as relaçõesentre arte e política. O MoMA, com a anuência de seus dirigentes,serviu de base para projetos diplomáticos. Como parte das estratégiasde controle ideológico durante a guerra, o governo federal nomeou umagente que, em nome do museu, viajou pelo continente não somentefazendo aquisições, mas também enviando relatórios sobre a vidapolítica e social dos países visitados. No mesmo contexto foi fundadoo Fundo Interamericano, anonimamente financiado por Nelson Rockfeller,o que permitiu ao museu a aquisição de grande número de obras, além darealização de exposições dedicadas a artistas latino-americanos.Durante esse período entram para coleção Portinari ("The Hill", 1933),Guignard, Maria Martins ("O Impossível III", 1946) , Torres-García,Frida Kahlo ("Auto-retrato com cabelo cortado", 1940), Wilfredo Lam,Roberto Matta, entre outros. Apesar da excelência de alguns artistasdesse período, suas obras foram poucas vezes expostas, a maioria tendosido guardada nas reservas após a aquisição3. Passada a guerra, asatenções foram desviadas da América Latina.Década de 60. Período de renovação do "interesse" do museu pelaAmérica Latina. É também o momento em que o governo americano, comoparte da batalha anti-comunista, cria a Aliança para o Progresso,programa internacional de patrulha ideológica camuflado de programa decooperação ao desenvolvimento econômico, social e cultural. Aumenta onúmero de exposições dedicadas à América Latina. O FundoInteramericano retoma fôlego, e assim obras de Gego ("Sphere", 1959),Julio Le Parc, Jesus Soto, Cruz-Diez entram para a coleção do museu,constituindo, de certa forma, um conjunto de qualidade, emborabastante incompleto, de arte construtiva.Outros fatores intervêm no aumento da "coleção": artistaslatino-americanos residindo em Nova York -como Botero- têm obrasadquiridas por Barr, e dois curadores especialmente interessados pelaAmérica Latina -William S. Lieberman e Elaine L. Johnson- viajam pelocontinente e fazem aquisições para o museu. O projeto de se constituirum núcleo especializado em América Latina, proposto por Johnson, acabasendo indeferido por "falta de verbas".Aquisições recentes. O último módulo, cujo foco é a artecontemporânea, apresenta alguns nomes de alcance internacional: DorisSalcedo ("Untitled", 1995), Felix Gonzalez-Torres ("Untitled","Perfect Lovers", 1991), Vik Muniz, Cildo Meireles ("Thread",1990-95), Los Carpinteros ("Coal Oven", 1998), Ana Mendieta ("Nileborn", 1984), Waltércio Caldas ("Mirror of light", 1974), HélioOiticica… Observa-se, entretanto, que, como nos módulos precedentes,boa parte das obras foi incorporada à coleção através de doações decolecionadores, de fundações e de artistas, e confinada nas reservas:"Muitas das peças nunca foram vistas antes, e proximamente muitasvoltarão às reservas, onde não poderão mais ser vistas", declarou odiretor do Museo del Barrio ao jornal "Daily News"4.É evidente, em todos os segmentos, que o MoMA nunca foi movido pelosimples desejo de promover a arte pela arte. Se houve momentos demaior interesse pela produção latino-americana e caribenha, foi pelaconfluência de determinantes gerais (interesses políticos, econômicose sociais) e determinantes específicas (trajetórias e interesses dedeterminados agentes: curadores, colecionadores, mecenas).Na fase atual de redinamização da coleção de arte latino-americana,tem fundamental sido a influência de Patrícia Cisneros. Graças a ela,a coleção tem tomado novos rumos. Além de doações diretas, acolecionadora venezuelana financia diversos projetos. Foi graças a seulobby que se estabeleceu o cargo de curador-adjunto, reservado acuradores latino-americanos. A posição foi ocupada primeiramente porPaulo Herkenhoff, substituído agora pelo venezuelano LuisPerez-Oramas, também consultor da Fundação Cisneros.O museu acaba de inaugurar uma biblioteca dedicada à artelatino-americana e, recentemente, passou a integrar, no seu quadrofuncional, especialistas na matéria, como é o caso do Miriam Basilio,curadora-assistente, responsável por grande parte da rigorosa pesquisasobre a história do MoMA, suas relações com a América Latina, suaspolíticas de aquisição e de exposição, assim como sobre a históriaespecífica das exposições de arte latino-americana nos Estados Unidoscujos resultados estão apresentados no catálogo da exposição.Existe um fundo para financiar viagens de curadores do museu à AméricaLatina e outros programas na área de arte-educação, formação paracuradores, circulação de exposições. Três publicações estão sendoorganizadas e deverão contemplar textos de críticos latino-americanos(uma delas dedicada a Mario Pedrosa).Tantas iniciativas podem indicar uma certa abertura da instituição anovos horizontes artísticos e resultar, quem sabe, numa revalorizaçãoda arte latino-americana, como desejam seus defensores (entre elesalguns agentes do museu).Entretanto, a idéia da existência de uma "coleção latino-americana" àparte significa que esta ainda não alcançou status suficiente nointerior do MoMA, que, no caso da exposição, optou por uma parceriacom o Museo del Barrio, instituição interessante, mas ainda marginal,no circuito nova-iorquino. A predominância de obras sobre papel indicauma economia nos investimentos.E, considerando a moda da valorização das singularidades culturais noscircuitos da arte nos últimos anos e o fato de que os latinos setornaram a maior minoria dos Estados Unidos, pode ser que o museuesteja simplesmente dando mostras de um certo oportunismo. O tempodirá. Certo é que esse súbito interesse pela América Latina não égratuito -como nada, aliás, no âmbito das artes.Ana Letícia FialhoÉ critica independente, pesquisadora especialista em inserção da artebrasileira e latino-americana nos circuitos internacionais, doutorandana Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, em Paris (BolsaCapes).1 - Na época, a família Rockefeller já tinha interesses na América Latina.2 - No arrojado projeto de Barr, as obras mais antigas deveriam passarao Metropolitam Museum e ser substituídas por obras maiscontemporâneas.3 - "La jungle", obra de Lam, de 1943, foi uma das poucas exceções,exposta de forma permanente por muitos anos.4 - "Daily News", domingo, 14 de março de 2004.
Segunda-feira, Outubro 23, 2006
Domingo, Outubro 22, 2006
AGORA O PESSOAL COM O GRANDE ABELARDO DA HORA
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
VAMOS LÁ PESSOAL ESTE DEBATE NO RECIFE VAI SER MUITO IMPORTANTE, ACHO QUE DEVERÍAMOS ESTAR TODOS LÁ.
Curso Uma teoria da arte hoje, com Thierry de Duve
Inscrições abertas
Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães - MAMAMRua da União 88, Recife - PE81-3232-2188 / 1694 ou silvia@mamam.art.br
Preço: R$ 100
Vagas: 70 Realização: Samamam, MAMAM, Prefeitura de Recife, Fundação Joaquim Nabuco
Uma teoria da arte hoje, com
Thierry de Duve:
5 a 9 de novembro de 2006, 19h
O crítico de arte e historiador belga Thierry de Duve
estará no Recife para apresentar o curso Uma Teoria da Arte Hoje. Durante os encontros, De Duve apresentará uma revisão radical das principais questões da arte moderna e contemporânea, sob a ótica dos movimentos artísticos, da crítica e da história da arte, das formas de circulação e das convenções artísticas, com o objetivo de discutir as possibilidades de uma teoria da arte na contemporaneidade. A teoria estética de Kant, as obras de Duchamp, Magritte e Broodthaers, as convenções artísticas como pactos sociais, a invenção da não-arte e as condições das práticas artísticas na atualidade são alguns dos temas em destaque.
Domingo, Outubro 15, 2006
Quarta-feira, Outubro 11, 2006
Terça-feira, Outubro 03, 2006
Domingo, Outubro 01, 2006
LIVRO
ESTE TRABALHO TENHO O MAIOR CARINHO POR ELE POR SER UM TRABALHO GRANDIOSO, E TER FEITO PARTE DE UM PROJETO MEU 'LATITUDE'
UMA FOTO CURIOSA DE FRED SVENDSEN NO RIO DE JANEIRO AO LADO DE CARLOS DRUMOND DE ANDRADE,ESTÁTUA, NO LEME
LINKS DOS MAIS IMPORTANTES MUSEUS BRASILEIROS E INTERNACIONAIS.
LINKS DE MUSEUS NO BRASIL E NO MUNDO
Museus brasileiros
Museu de Arte de São Paulo - Assis Chateaubriand: www.masp.art.brCentro de Estudos Afro-Orientais - Bahia: www.ceao.ufba.brFundação Maria Luisa e Oscar Americano: www.fundacaooscaramericano.org.brFundação Museu Carlos Costa Pinto: www.museucostapinto.com.brFundação Museus Raymundo Ottoni de Castro Maya: www.visualnet.com.br/cmayaMuseu Butantã: www.butantan.gov.br/museuMuseu Casa de Portinari: casadeportinari.com.br/principal.htmMuseu da Imagem e do Som - SP: www.mis.sp.gov.brMuseu da República - RJ: www.museudarepublica.org.brMuseu de Arqueologia de Xingó - Sergipe: www.museuxingo.com.brMuseu de Arqueologia e Etnologia UFBA - Bahia: www.mae.ufba.brMuseu de Arqueologia e Etnologia da USP: www.mae.usp.brMuseu de Arte Brasileira FAAP - SP: www.faap.net/museuMuseu de Arte Contemporânea da USP: www.macvirtual.usp.brMuseu de Arte Moderna da Bahia: www.mam.ba.gov.brMuseu de Arte Moderna de São Paulo: www.mam.org.brMuseu de Arte Moderna do Rio de Janeiro: www.mamrio.com.brMuseu de Arte Sacra UFBA - Bahia: www.mas.ufba.brMuseu de Arte Sacra de São Paulo: www.sarasa.com.br/artesacraMuseu de Imagens do Inconsciente - RJ: museuimagensdoinconsciente.org.brMuseu de Valores do Banco Central - Brasília: www.bcb.gov.br/?MUSEUMuseu de Zoologia da USP: www.mz.usp.brMuseu do Oratório - Ouro Preto - MG: www.oratorio.com.brMuseu Histórico Nacional - RJ: www.museuhistoriconacional.com.brMuseu Imperial - Petrópolis: www.museuimperial.gov.brMuseu Lasar Segall: www.museusegall.com.brMuseu Mariano Procópio: www.centralx.com/m/index3.htmMuseu Nacional da Universidade do Rio de Janeiro: acd.ufrj.br/museuMuseu Paraense Emílio Goeldi - PA: www.museu-goeldi.brMuseu Paulista da USP: www.mp.usp.brMuseu Republicano de Itú: www.mp.usp.br/mrMuseu Villa Lobos: www.museuvillalobos.org.br
Museus internacionais
Centre National d´art et de culture Georges-Pompidou: www.cnac-gp.frGuggenheim Museums: www.guggenheim.org/index.htmlMexican Fine Arts Center Museum: www.mfacmchicago.orgMoMA - The Museum of Modern Art: www.moma.orgMusée D'Orsay: www.musee-orsay.frMusée du Louvre: www.louvre.frMusée du Quebec: www.MDQ.orgMusée Rodin: www.musee-rodin.frMusei Vaticani: www.christusrex.org/www1/vaticano/0-Musei.htmlMuseo del Prado: museoprado.mcu.esMuseum of London: www.museum-london.org.ukPhiladelphia Museum of Art: www.philamuseum.orgRijksmuseum Amsterdam: www.rijksmuseum.nlSan Francisco Museum of Modern Art: www.sfmoma.orgThe British Museum: www.british-museum.ac.ukThe Metropolitan Museum of Art: www.metmuseum.orgThe Natural Museum of Natural History: www.mnh.si.eduThe Paul Getty Museum: www.getty.edu/museumVan Gogh Museum: www.vangoghmuseum.nl
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