Terça-feira, Dezembro 30, 2008
Domingo, Dezembro 28, 2008
AGRADECIMENTO
GOSTARIA DE AGRADECER A TODOS OS ARTISTAS QUE VEM COMIGO FAZENDO O GRUPO KABRA, PENSEI NESTE BLOG COM CARA DE SITE, PARA TENTAR ENCURTAR A DISTÂNCIA ENTRE OS ARTISTAS DA PARAÍBA, E DE FORA DELA, INDEPENDENTE DE QUALQUER COISA , SEM OLHAR A QUEM, NÃO É NOSSA IDÉIA CRITICAR, E SIM A DE LEVANTAR A BOLA, PARA AQUELA PESSOA SEGUIR EM FRENTE, E SER VISTO POR TODOS, QUEM QUISER QUE FAÇA O SEU JULGAMENTO. EU TAMBÉM NÃO ME EXCLUO DO BLOG, FOI NÃO FOI, FAÇO USO DELE PARA ME DIVULGAR, MOSTRANDO COM ISSO QUE PENSEI MESMO NELE PARA TODOS. NÃO É NENHUMA COISA DO OUTRO MUNDO SEI DISSO, HOJE MUITA GENTE TEM SEU SITE PESSOAL, E MUITO MAIS. MAS TENHO CERTEZA QUE ELE AJUDOU MUITO, PRINCIPALMENTE NO QUE DIZ RESPEITO A INFORMAÇÃO, A PESSOAS QUE POR UM MOTIVO OU POR OUTRO NÃO TEM COMO SABER O QUE ESTÁ ACONTECENDO, NO BRASIL E NO MUNDO.
MUITO OBRIGADO POR TUDO
E UM VENTUROSO ANO NOVO PARA TODOS.
FRED SVENDSEN
Domingo, Dezembro 21, 2008
Sábado, Dezembro 20, 2008
Terça-feira, Dezembro 16, 2008
MATÉRIA ENVIADA PELO NOSSO AMIGO ZONDA BENS
Bienal age de modo cínico e intolerante ao lavar as mãos
Acusar a grafiteira Carolina da Mota, presa há 52 dias, de "danificar patrimônio tombado" é estratégia hediondaPAULO HERKENHOFFESPECIAL PARA A FOLHA Minha opinião ou a de qualquer outra pessoa sobre o grafite não tem a menor importância no caso da Carolina Pivetta da Mota na Bienal de São Paulo. Não se trata de condenar ou aplaudir a ação de grafitagem. Eu vi, em 1972, os seguranças do MAM carioca ajudarem Antonio Manuel a fugir da polícia que o perseguia porque havia se apresentado nu no Salão Nacional de Arte Moderna. O MAM do Rio não mandou prender Raimundo Colares quando quebrou vidros do prédio em manifestação durante a ditadura militar. A Bienal quer que o Brasil sinta saudades da ditadura? A mesma Bienal que entrega a grafiteira à polícia foi a que proscreveu Cildo Meireles em 2006 por ter protestado contra a reeleição de Edemar Cid Ferreira para seu conselho. O paradoxo é que Edemar não providenciou a prisão da garota que beijou com batom uma tela de Andy Warhol na Bienal de 1996, fato muito mais grave do que grafitar paredes nuas. A Bienal, seu presidente, conselheiros e curadores que continuarem a se omitir precisam aprender algo com Edemar: na Bienal, a repressão não é um fim em si. Confesso que, quando soube da grafitagem, pensei que fosse um gesto autorizado numa Bienal que ia criar uma praça de convivência e estimulava a participação da cultura pop jovem. Era estratégia de marketing ou efetiva proposta de política cultural? No entanto, tudo é obscurantista na posição da Bienal desde o dia da grafitagem. Posso até entender as reações de primeira hora mais agressivas por agentes culturais e políticos da Bienal, mas temos de admitir ser uma estratégia hedionda acusar a grafiteira de "danificar" o patrimônio tombado, já que as feiras, as festas de casamento e a própria Bienal furam e escrevem nas paredes, pintam e bordam com o prédio sem autorização do Iphan. Se a grafiteira fosse um nome do mercado de arte não teria sido presa ou já estaria solta. O ato de Carolina Pivetta da Mota é rigorosamente igual a tudo o que ocorre no prédio da Bienal. Depois é só repintar, como aconteceu. Tudo se refaz porque o prédio da Bienal está à disposição da expressão. Sua estrutura original de feira industrial tinha que ser necessariamente versátil para atender a todo tipo de tranco físico. Por isso o acabamento sem adornos e luxo do Pavilhão do Ibirapuera. É só cimento, tijolo e cal. Debate na pasmaceiraCarolina também não interveio na obra de ninguém. Ela não é uma Tony Shafrazi, que grafitou a "Guernica" de Picasso. Se tivesse praticado um ato anti-social realmente grave, Carolina já poderia ter sido condenada a alguma prática comunitária na própria Bienal. Neste caso, não se estaria "domesticando" uma consciência crítica, mas dando-lhe a oportunidade de entender melhor o processo de uma Bienal. O que Carolina está contribuindo socialmente agora é a introduzir um debate na pasmaceira institucional. Se tivesse causado um dano real à superfície das paredes, teria sido ínfimo. Dirigi um museu do Iphan onde uma ex-diretora causou danos em esculturas ao instalá-las ao ar livre, onde tomavam chuva ácida. O Iphan e o Ministério Público não pediram sua prisão quando se verificaram danos irreparáveis à pátina na escultura "A Faceira de Bernardelli" . No caso do grafite na Bienal, não ficaram seqüelas. Fui curador da 24ª Bienal de São Paulo, e minha monografia final no mestrado em direito pela Universidade de Nova York foi na área de direito constitucional. Nessa dupla condição, afirmo que o que vejo aqui é uma posição odienta da Bienal transferindo a responsabilidade por essa situação kafkiana para os órgãos do Estado como responsáveis por este processo. Carolina não danificou nenhuma obra de arte. Por acaso, Oscar Niemeyer veio a público protestar contra a grafitagem como um "ataque" danoso ao pavilhão do qual é autor, como sempre fez quando degradam um projeto de sua autoria? A Fundação Bienal primeiro agiu de modo intolerante e agora de modo cínico ao lavar as mãos. Parece que estar em "vivo contato", proposta desta Bienal, está sendo entendido como exercício de ira ou crueldade que, afinal, estão entre as pulsões de morte da espécie humana. Ou é só vingança? Afinal, alguém tem que pagar... Mesmo que seja uma mulher, baixinha, gordinha que não conseguiu escapar da ineficiente vigilância da instituição como os outros 30 galalaus. Sua prisão serviu para salvar a honra dos vigilantes e o contrato da empresa com a Bienal... Parabéns a Carolina por não ter pensado na delação premiada para se safar da encrenca, mesmo depois de 52 dias sem um habeas corpus. Carolina Pivetta da Mota passou o dia de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos numa cadeia em São Paulo. Isso não denigre a Bienal, nem São Paulo, nem o Brasil. Isso denigre a humanidade. Se o vazio fosse de fato o espaço aberto para discutir a instituição, essa extraordinária grafitagem teria sido incorporada ao projeto ético e político da 28ª Bienal. A grafitagem já é um dos fatores mais marcantes desta edição. Com mais repressão, deixará de ser um problema de excessivo rigor penitenciário para se tornar uma questão para estudos éticos curatoriais e debates estéticos. Se a Fundação Bienal de São Paulo não se cuidar, a conclusão a que se poderá chegar é a de que o principal problema da Bienal é a 28ª Bienal e a estrutura política que a sustentou. Peço desculpas a Carolina por não ter protestado, em minha recente palestra na Bienal, em sua defesa e contra esse estado brutal de condução da vida institucional. Eu pensava que já estivesse solta. Quem salva o Brasil e a Bienal não é cadeia, é Mário Pedrosa ao dizer que a arte é o exercício experimental da liberdade. E dirigir a Fundação Bienal de São Paulo ou fazer curadoria não pode perder isto de vista. (Rio, 12/12/2008)
Acusar a grafiteira Carolina da Mota, presa há 52 dias, de "danificar patrimônio tombado" é estratégia hediondaPAULO HERKENHOFFESPECIAL PARA A FOLHA Minha opinião ou a de qualquer outra pessoa sobre o grafite não tem a menor importância no caso da Carolina Pivetta da Mota na Bienal de São Paulo. Não se trata de condenar ou aplaudir a ação de grafitagem. Eu vi, em 1972, os seguranças do MAM carioca ajudarem Antonio Manuel a fugir da polícia que o perseguia porque havia se apresentado nu no Salão Nacional de Arte Moderna. O MAM do Rio não mandou prender Raimundo Colares quando quebrou vidros do prédio em manifestação durante a ditadura militar. A Bienal quer que o Brasil sinta saudades da ditadura? A mesma Bienal que entrega a grafiteira à polícia foi a que proscreveu Cildo Meireles em 2006 por ter protestado contra a reeleição de Edemar Cid Ferreira para seu conselho. O paradoxo é que Edemar não providenciou a prisão da garota que beijou com batom uma tela de Andy Warhol na Bienal de 1996, fato muito mais grave do que grafitar paredes nuas. A Bienal, seu presidente, conselheiros e curadores que continuarem a se omitir precisam aprender algo com Edemar: na Bienal, a repressão não é um fim em si. Confesso que, quando soube da grafitagem, pensei que fosse um gesto autorizado numa Bienal que ia criar uma praça de convivência e estimulava a participação da cultura pop jovem. Era estratégia de marketing ou efetiva proposta de política cultural? No entanto, tudo é obscurantista na posição da Bienal desde o dia da grafitagem. Posso até entender as reações de primeira hora mais agressivas por agentes culturais e políticos da Bienal, mas temos de admitir ser uma estratégia hedionda acusar a grafiteira de "danificar" o patrimônio tombado, já que as feiras, as festas de casamento e a própria Bienal furam e escrevem nas paredes, pintam e bordam com o prédio sem autorização do Iphan. Se a grafiteira fosse um nome do mercado de arte não teria sido presa ou já estaria solta. O ato de Carolina Pivetta da Mota é rigorosamente igual a tudo o que ocorre no prédio da Bienal. Depois é só repintar, como aconteceu. Tudo se refaz porque o prédio da Bienal está à disposição da expressão. Sua estrutura original de feira industrial tinha que ser necessariamente versátil para atender a todo tipo de tranco físico. Por isso o acabamento sem adornos e luxo do Pavilhão do Ibirapuera. É só cimento, tijolo e cal. Debate na pasmaceiraCarolina também não interveio na obra de ninguém. Ela não é uma Tony Shafrazi, que grafitou a "Guernica" de Picasso. Se tivesse praticado um ato anti-social realmente grave, Carolina já poderia ter sido condenada a alguma prática comunitária na própria Bienal. Neste caso, não se estaria "domesticando" uma consciência crítica, mas dando-lhe a oportunidade de entender melhor o processo de uma Bienal. O que Carolina está contribuindo socialmente agora é a introduzir um debate na pasmaceira institucional. Se tivesse causado um dano real à superfície das paredes, teria sido ínfimo. Dirigi um museu do Iphan onde uma ex-diretora causou danos em esculturas ao instalá-las ao ar livre, onde tomavam chuva ácida. O Iphan e o Ministério Público não pediram sua prisão quando se verificaram danos irreparáveis à pátina na escultura "A Faceira de Bernardelli" . No caso do grafite na Bienal, não ficaram seqüelas. Fui curador da 24ª Bienal de São Paulo, e minha monografia final no mestrado em direito pela Universidade de Nova York foi na área de direito constitucional. Nessa dupla condição, afirmo que o que vejo aqui é uma posição odienta da Bienal transferindo a responsabilidade por essa situação kafkiana para os órgãos do Estado como responsáveis por este processo. Carolina não danificou nenhuma obra de arte. Por acaso, Oscar Niemeyer veio a público protestar contra a grafitagem como um "ataque" danoso ao pavilhão do qual é autor, como sempre fez quando degradam um projeto de sua autoria? A Fundação Bienal primeiro agiu de modo intolerante e agora de modo cínico ao lavar as mãos. Parece que estar em "vivo contato", proposta desta Bienal, está sendo entendido como exercício de ira ou crueldade que, afinal, estão entre as pulsões de morte da espécie humana. Ou é só vingança? Afinal, alguém tem que pagar... Mesmo que seja uma mulher, baixinha, gordinha que não conseguiu escapar da ineficiente vigilância da instituição como os outros 30 galalaus. Sua prisão serviu para salvar a honra dos vigilantes e o contrato da empresa com a Bienal... Parabéns a Carolina por não ter pensado na delação premiada para se safar da encrenca, mesmo depois de 52 dias sem um habeas corpus. Carolina Pivetta da Mota passou o dia de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos numa cadeia em São Paulo. Isso não denigre a Bienal, nem São Paulo, nem o Brasil. Isso denigre a humanidade. Se o vazio fosse de fato o espaço aberto para discutir a instituição, essa extraordinária grafitagem teria sido incorporada ao projeto ético e político da 28ª Bienal. A grafitagem já é um dos fatores mais marcantes desta edição. Com mais repressão, deixará de ser um problema de excessivo rigor penitenciário para se tornar uma questão para estudos éticos curatoriais e debates estéticos. Se a Fundação Bienal de São Paulo não se cuidar, a conclusão a que se poderá chegar é a de que o principal problema da Bienal é a 28ª Bienal e a estrutura política que a sustentou. Peço desculpas a Carolina por não ter protestado, em minha recente palestra na Bienal, em sua defesa e contra esse estado brutal de condução da vida institucional. Eu pensava que já estivesse solta. Quem salva o Brasil e a Bienal não é cadeia, é Mário Pedrosa ao dizer que a arte é o exercício experimental da liberdade. E dirigir a Fundação Bienal de São Paulo ou fazer curadoria não pode perder isto de vista. (Rio, 12/12/2008)
PAULO HERKENHOFF é curador e crítico de arte. Dirigiu o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, e foi curador do MoMA em Nova York e da 24ª Bienal de São Paulo, em 1998
É INTERESSANTE, NÃO. É INTERESSANTÍSSIMO LEMBRAR QUE O CURADOR DO SAMAP FOI NOSSO GRANDE, MEGAMAXI, E MAIS IMPORTANTE ARTISTA MULTIMÍDIA DO NORDESTE PAULO BRUSCK, E UMA OUTRA PESSOA (MULHER) REPRESENTANTE DA FUNARTE, QUE NÃO ME RECORDO DO NOME, PORTANTO NEM TODOS DA PARAÍBA SÃO INCOMPETENTES.
Segunda-feira, Dezembro 15, 2008
SERÁ QUE SÓ SÃO BOAS AS "COISAS" QUE O DIOGE FAZ?
O bem que se diz das artes visuais na Paraíba - 2008 - parte 2
Impossível não reconhecer que as mais importantes exposições de artes plásticas do ano aconteceram, quase sem exceção, na Usina Cultural Energisa
Fazer um retrospecto dos principais acontecimentos das artes plásticas em 2008 requer, claro, a coragem de falar do que foi bom para a arte, para a cidade, e também daquilo que apenas ficou na vontade, na intenção. Por exemplo, impossível não reconhecer que as mais importantes exposições de artes plásticas do ano aconteceram, quase sem exceção, na Usina Cultural Energisa. Senão, vejamos. Entre março e maio, a mostra "Memória das artes visuais na Paraíba - do século XIX à contemporaneidade", selecionada pela FUNARTE entre 284 projetos de todo o Brasil. A exposição, com cerca de trinta artistas paraibanos, mostrou não só uma seleção de obras dos principais acervos de artes plásticas do Estado - Museu de Arte Assis Chateaubriand, Pinacoteca da UFPB e Fundação Espaço Cultural da Paraíba -, mas também propôs atividades educativas para mais de 2.500 estudantes de escolas públicas, estimulando o reconhecimento da arte e dos artistas paraibanos e, naturalmente, a reflexão sobre temas bastante urgentes: gestão e manutenção de acervos, arte pública, colecionismo e o papel das artes visuais na contemporaneidade. Antes, entre janeiro e fevereiro, foi apresentada pela primeira vez na Paraíba, sob o patrocínio do Governo do Estado, uma das mais significativas coleções particulares de arte brasileira, de propriedade de Dona Lily Marinho. A Usina Energisa também testemunhou este episódio histórico: um conjunto dos mais representativos de artistas, brasileiros e estrangeiros radicados no país, que atuaram no período modernista, como Di Cavalcanti, Portinari, Anita Malfatti, Bruno Giorgi, entre outros artistas de gerações anteriores (Benedito Calixto, Castagneto, Fachinetti, Parreiras, Eliseu Visconti) e posteriores (Ivan Serpa, Volpi, Antonio Bandeira, Pancetti, Guignard, Aldemir Martins, Frans Krajcberg, Iberê Camargo). Além desses "monstros", a coleção incluiu artistas naïff (Chico da Silva, Djanira e Heitor dos Prazeres) e "japoneses" (Tomie Ohtake, Manabu Mabe e Wakabayashi). Esta exposição - Arte brasileira na Coleção Lily Marinho - ainda nos apresentou um retrato da colecionadora realizado por Dimitri Ismailovitch (há obras deste artista no acervo do Museu de Arte Assis Chateaubriand, em Campina Grande). E ainda no primeiro semestre, o 12º Fenart-Festival Nacional de Arte, promoção do Governo do Estado, optou por um evento totalmente dedicado à cerâmica artística produzida na Paraíba, conjunto que aliou qualidade à diversidade de criadores dessa categoria das artes plásticas, muitas vezes, e injustamente, relegada à condição de arte menor. As Salas Especiais (Chico Ferreira, Rosilda Sá e Tota, este, in memoriam) refletem essa variedade de estilos e tendências. Ao lado das Salas, quase quarenta artesãos do vitorioso Programa Paraíba em Suas Mãos, do Governo do Estado, confirmaram a riqueza do nosso artesanato em cerâmica a partir das muitas jazidas espalhadas pelo Estado.Em 2008, vários catálogos de artistas plásticos foram produzidos graças ao Fundo Municipal de Cultura, da Prefeitura de João Pessoa. É o caso das obras impressas do professor Gabriel Bechara, do ceramista Chico Ferreira, e das artistas Alena Sá e Alice Vinagre. E isso deve ser comemorado. Coincidentemente, as duas últimas, por ocasião do lançamento de seus livros, realizaram as melhores exposições individuais do ano. E ambas, mais uma vez, na Usina Cultural Energisa. O livro de Alena Sá apresenta um estudo sobre a harmonia e construção da cor. Coisa rara entre nós: um livro didático para as artes plásticas. Já a exposição de Alice marca a ocupação de toda uma galeria de arte: do piso ao teto, como um papel de parede. E o livro de Alice é outra jóia: trata das suas investidas artísticas na arquitetura do conjunto barroco do Convento de Santo Antonio. Outro lançamento que merece registro foi o da revista Segunda Pessoa (com incentivos do FIC Augusto dos Anjos), que publicou textos e ensaios na área de artes visuais. Na falta de espaços para divulgação, a revista cumpriu bem seu papel, além de ter optado por um projeto gráfico simples (preto e branco sobre papel jornal). Também, entre julho e agosto, a Usina Energisa apresentou outra bela exposição, na verdade, uma homenagem póstuma ao artista popular Antônio Paschoal Régis, mais conhecido como Tota, com uma seleção de peças produzidas até pouco antes do seu falecimento, ocorrido em junho de 2003. Tratava-se de uma mostra com obras variadas - pratos, placas, potes e esculturas -, todas elas impregnadas do "estilo" peculiar que tanto encantou turistas que visitaram seu ateliê na modesta casa do bairro dos Novais.Quanto aos outros acontecimentos e exposições do ano, temos que destacar o Prêmio Guilherme Hortêncio Ribeiro (Gráfica Santa Marta), o SAMAP (Prefeitura de João Pessoa) e o SNAP (SESC Paraíba) como aqueles que tentaram promover as nossas artes plásticas, mas, talvez por falta de experiência ou desconhecimento técnico deixaram para as próximas edições uma melhor apresentação de seus ideais e objetivos. E para 2009 fica também a participação, pela primeira vez, de um artista local, Júlio César Leite, de Campina Grande, na Bienal de Havana, uma das mais respeitadas entre as mostras periféricas do Planeta.
Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
A MOSTRA DE FRANCC NETTO FOI TÃO ENVOLVENTE QUE COMEÇOU COM UMA PROPOSTA E TERMINOU COM OUTRA, QUE SÓ FEZ ENGRANDECER MAIS A PROPOSTA INICIAL.
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