GRUPOKABRA

Total de visualizações de página

quarta-feira, agosto 05, 2009

CAROS AMIGOS DO KABRA HOJE DIA DO ANIVERSÁRIO DA CIDADE, QUANDO ABRI MEUS E-MAILS TOMEI UM CHOQUE COM ESTA NOTÍCIA QUE O SÉRGIO ME ENVIA, MORREU NOSSO GRANDE AMIGO, DA GLOBO RESPONSAVEL, POR COLOCAR TRABALHOS DA GENTE NAS NOVELAS DA TV GLOBO E, ELE ERA TAMBÉM CONSIDERADO COMO O BRAÇO DIREITO DO BONI, TIVEMOS O PRAZER DE CONVIVER COM ELE E FAZER PARTE DE UMA MESMA ÉPOCA, FIQUEI MUITO TRISTE, MAS ME CONTENTO COM O QUE APRENDI COM ELE, ELE ERA DAQUI DA TERRA, E SEMPRE ME CHAMADE DE - O DINAMARQUÊS, OU O NÓRDICO, FELICIDADES MEU AMIGO, SEMPRE ME LEMBRAREI DE VC.

FRED SVENDSEN
Caros amigos,

É com pesar que comunico o falecimento do amigo querido, o jornalista Edwaldo Pacote.

Dia 05 de Agosto, pela manhã no Hospital Einstein, São Paulo.

Que descanse em paz velho guerreiro.

Sérgio Lucena

segunda-feira, agosto 03, 2009

Veja no Yahoo

coloque meu nome FRED SVENDSEN

verá tudo que fiz na vida.

www.yahoo.com.br
ESTA MATÉRIA FOI ESCRITO PELO AMIGO W.J SOLHA, AONDE ELE ME SITUA ENTRE OS GRANDES ARTISTAS DO MUNDO.

APROVEITEM E ENTREM NO LINK DENTRO DA MATÉRIA DELE.
SÉRGIO LUCENA

Fiquei tão impressionado com o quadro “A Nave”, em 1995, que - mesmo sem conhecer o autor -, liguei para cumprimentá-lo. O impacto que me causa a massa escura e poderosa do transatlântico vindo em meio à noite, no espaço imenso do mar aberto, é enorme. O mesmo se dá com a conversa entre os ligadíssimos irmãos Théo e Van Gogh, no leito de morte de Vincent, recriada por ele. Sem falar que o vazio inconcebível, que ele concebeu em torno de João clamando no deserto, me deixa pasmo. Mas minha admiração pela sua obra vem de longe. Começou com a visão, em 86, da maravilhosa tela que é “A Pedra do Reino” (na Funesc), quando ele povoou com suas minúsculas figuras de Ensor, a vasta paisagem de Altdorfer pintada por Flávio Tavares. Sintomaticamente, é o mundo cavaleiroso e circense de Ariano Suassuna, numa Paraíba, como disse Bráulio Tavares, “alucinada e lancinante” - com suas gerações de Cangaceiros, de rudes Beatos e de Profetas (sob a respiração “dessa estranha Fera, a Terra”) -, que prolifera por essa época no trabalho de Sérgio Lucena, declaradamente influenciado pelos picadeiros de circo, pelo teatro mambembe, por Bruegel, o velho, e por Bosch, por Ensor, é claro, pelas ilustrações de Doré para o Quixote de Cervantes, e, sem dúvida, pela poesia libertadora de Zé Limeira, pai de toda essa gente fabulosa que tem, no seu meio, Zé Ramalho, Miguel dos Santos, Fred Svendsen e Vital Farias. Típico da busca incessante que já o fizera abandonar os cursos de física e psicologia, que já o levara a morar na Chapada dos Guimarães e há passar um ano em Berlin (a convite da Deutsch-Brasilianische Kulturelle Vereinigung), vivendo agora em São Paulo, Lucena passa, naqueles distantes anos 80, da tinta acrílica para o óleo, em busca de mais cor e luminosidade, avisando que, a partir de então, a luz era a essência de sua demanda. “Paradoxalmente – observa naquele tempo – minha pintura tornou-se cada vez mais sombria”. De fato, seu fantástico João Batista - vox clamantis in deserto - poderia se chamar lux in tenebris. E o que temos aqui, de repente, em plenos Séculos XX e XXI, é justamente uma nova edição do tenebrismo - a exacerbação da técnica do chiaroscuro (claro-escuro) - praticado por Caravaggio, que influenciou uma série de pintores notáveis como Artemisia Gentileschi, Zurbarán, José de Ribera e Rembrandt nos séculos XVI e XVII. Ah: Rembrandt e Artemísia. Isso me lembra o quadro “Artemisa”, do mestre do Reno, que vi em 94, no Museu do Prado, em Madri. Foi da luz extraordinária que emana dele que me lembrei ao receber as fotos que Sérgio Lucena me enviou, por e-mail, de uma série de quadros novos seus - produzida já na capital paulista - em que o tema é sempre o mesmo: a claridade ou aura produzida por animais que parecem ter saído do Livro dos Seres Imaginários, de Borges. A sensação exata de espaço, a tridimensionalidade que parece existir dentro “Las Meninas”, de Velázquez, e a claridade absolutamente real que existe no trabalho do holandês, ambos en el Prado, me fizeram compreender, definitivamente, que os gênios levam a arte a um tal nível, que ela passa por pura magia. Contrariamente, entretanto, ao pré-impressionismo com que trabalhavam Velázquez e Rembrandt, Sérgio Lucena está ministrando tal detalhismo na textura surrealista desses “bichos”, que só encontro equivalência dele num Ivan Albright, pintor americano (www.cegur.com/html/frameAlbright.html), que fazia tal elaboria nas rugas da pele e das roupas, das jóias e das flores de seus retratados, que acabou por transformá-la num espetáculo único à parte. Sempre encarei a Arte como algo em que os discípulos superam os mestres, como no caso de Leonardo ao incluir seu anjo no “Batismo” de Verrocchio, fazendo-o desistir da pintura para se dedicar exclusivamente à escultura. Sérgio Lucena está produzindo esse anjo. Silêncio é a única coisa que podemos fazer diante disso.

W.J.Solha é escritor, poeta, ator e artista plástico

LINK IMPORTANTE

ILUSTREI ESTE LIVRO DE UM ESCRITOR PORTUGUÊS
VEJA AQUÍ NESTE LINK.

O TÍTULO DO LIVRO É: DIÁRIO FLAGRANTE
COORDENADO PELO MEU AMIGO CEARENSE

FLORIANO MARTINS




http://www.escrituras.com.br/livro.php?isbn=9788575313091
ESTA MATÉRIA A MEU RESPEITO SAIU NA REVISTA CONTINENTE ONLINE
ESCRITA POR UM DOS MAIORES INTELECTUAIS DO PAÍS, MEU AMIGO
MARCO POLO.

REVISTA CONTINENTE


Carnaval grotesco e rude


Escrito por Marco Polo

Para o poeta e crítico de artes plásticas Walmir Ayala, Fred Svendsen nos coloca frente a frente com a beleza do terror. E sai rastreando a origem dos seres sinistros do pintor paraibano nas carrancas do Rio São Francisco, nas máscaras dos pajés, nas cerâmicas tatuadas. É que os quadros de Svendsen são habitados por estranhos rostos de olhos miúdos, com sorrisos enigmáticos, em postura hierática, juntando-se a monstros que passeiam por paisagens cósmicas ou cidades futuristas. Parecem ter saído de filmes de ficção científica que trouxeram do espaço (ou de mundos subterrâneos) uma raça de demônios que não dorme nunca. É ele mesmo quem diz: “Deixo sempre acordado um quadro enquanto durmo”. Um mundo inquietante nos espreita da pele das suas telas.Já segundo outro crítico, Alberto Beuttenmüler, para além de qualquer referência regional, a pintura de Svendsen assume um caráter metafísico, ontológico. Seus personagens viriam, talvez, do inconsciente. Para Beuttenmüler, há, no pintor, “um sonho imanente de fazer sua linguagem caminhar pelos desígnios da humanidade, com seus fantasmas, pesadelos, monstros, bestas-feras, mostrando-nos quanto tempo estamos perdendo com discussões estéreis”. Como vários artistas nordestinos, periféricos ao eixo Rio-São Paulo, Fred Svendsen ainda acredita na figura e na pintura; no uso do pincel e das tintas sobre a tela, no gesto preciso da mão e na sabedoria do olho. E parece pintar, obsessivamente, o mesmo quadro de muitas maneiras, pois, embora sua expressão mude um pouco nos desenhos e nas esculturas em papel machê, permanece sempre, em todas as suas obras, a figuração da beleza daquele carnaval grotesco e rude, a que se refere Ayala.Um desfile de personagens perante os quais o espectador sofre uma esquizofrênica sensação de identificação e estranhamento, como quem percebe no espelho um duplo, a projeção de um lado nosso que não estamos preparados para encarar.